quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Palestra em Porto Ferreira

Neste sábado, 10 de agosto, ministrarei workshop para falar sobre excelência em planejamento e gestão estratégica, em Porto Ferreira-SP. A palestra será promovida pela Associação Comercial e Empresarial de Porto Ferreira (ACEPF) e terá como público-alvo diretores, gerentes, profissionais do setor de exportação e recursos humanos.

O evento terá início às 8h e serão debatidos os seguintes temas: competência profissional; análise concorrencial; demandas de mercado; estratégias competitivas; objetivos estratégicos, táticos e operacionais; ferramentas de estratégia; integrando as perspectivas à estratégia; administrando a estratégia: alinhamento estratégico, metas e alocação de recursos, aprendizado estratégico; implantação de um balanced scorecard; SNE – Sistema de Neuroinovação Empresarial.


Agenda
Workshop em excelência em planejamento e gestão estratégica
Local: ACEPF - Associação Comercial e Empresarial de Porto Ferreira
Endereço: Rua Dr. Carlindo Valeriani, 917, Centro.
Data: 10 de agosto
Horário: 8h às 17h30
Inscrições: diretoria@acepf.com.br | (19) 3581 2391

Entrevista para CBN Ribeirão Preto

No mês de junho fui entrevistado pela CBN Ribeirão para falar sobre como o medo ajuda a impulsionar venda de produtos. Clique aqui e ouça a entrevista, que foi ao ar no dia 6 de junho.


Empresa disputa profissional inovador

O jornal A Cidade, de Ribeirão Preto-SP, publicou a minha pesquisa sobre profissional inovador. A reportagem foi publicada no último domingo, 4 de agosto, no caderno Empregos. 


Entrevista para o portal Networking

No dia 25 de julho fui convidado pelo portal Networking para falar sobre a importância do profissional inovador. A entrevista foi realizada pela jornalista Carla Tambellini, no próprio estúdio do portal. Clique aqui para visualizar o vídeo.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A maior batalha da economia: Homo Economicus x Homo Neuroeconomicus

No decorrer da existência da economia enquanto ciência, os modelos analíticos foram baseados em um ser representativo do comportamento das pessoas no mundo econômico. Da parte dos economistas ortodoxos, inventou-se o homo economicus. Nos dias atuais, a Neuroeconomia apresenta ao mundo o homo neuroeconomicus.

O homo economicus é um ser advindo da capacidade do homem em tomar decisões econômicas baseados na racionalidade; em outros termos, o homem que maximizará ganhos e minimizará perdas. O homo neuroeconomicus, é baseado na capacidade limitada dos indivíduos em tomar decisões econômicas que venham a otimizar os resultados para si. Este modelo indica que as pessoas, na maioria, tomam decisões com base em informações incompletas, o que gera um viés cognitivo impedindo - como sugere a ideia de homo economicus - decisões que otimizem resultados. Ao contrário, a proposta do homo neuroeconomicus indica que emoções e outros sentimentos invadem a vida econômica assim como a vida pessoal, e que emoções e sentimentos diversos influem significativamente na tomada de decisão.

Fonte: Chavaglia (2012)

Aliado ao fator emocional, outro fator que diferencia o homo economicus do homo neuroeconomicus é a capacidade do cérebro de processar informações recebidas pela visão – a percepção também é parte do viés decisional gerado na hora da decisão referente à ótica econômica. Em síntese, o cérebro é preguiçoso ao interpretar informações repetidas, pois, a cada acréscimo daquela mesma informação, menos energia utilizará para tentar entender tal informação. Assim, a maneira como o indivíduo aprendeu a interpretar as coisas do meio em que vive é fundamental para a tomada de decisão. Isso fica evidente quando se analisa vários momentos em que as pessoas deixam de ganhar na vida econômica em razão de uma atitude deletéria relativa à otimização de seus resultados.

Resumindo, alguns efeitos afetam a forma como as pessoas interagem com outras nos momentos de decisão. Isso gera efeitos como, por exemplo, de contexto, ancoragem, equidade, confiança ou desconfiança, força do carácter, ilusões etc.

Talvez a maior crítica feita ao homo economicus seja a incapacidade, apesar de muito elegante, de explicar como os agentes econômicos realmente agem nos mercados. E a principal crítica ao homo neuroeconomicus é o fato de ser um conceito novo, precisando, portanto, passar por testes para que seja amplamente aceito nas atividades econômicas e acadêmicas. Isso acontecerá com a utilização deste conceito ao longo do tempo.

O que se pode evidenciar diante da existência desses dois seres representativos de duas ideias bastante distintas acerca dos indivíduos é o processo de tomada de decisão. É que um representa a modelação do homem como ele deveria agir em momentos econômicos e o outro representa o homem como ele realmente é nessas situações. 

A neuroeconomia e o setor elétrico

O setor elétrico, assim como todos os setores da economia, é formado por tomadores de decisões. Os tomadores de decisões são pessoas, logo a Neuroeconomia, que estuda o cérebro das pessoas em situações econômicas poderá representar a melhor forma de estudar o processo de tomada de decisão.

Evidentemente a tomada de decisão nessa área da economia consigna eventuais externalidades negativas de grande magnitude e não pode ser comparada com decisões como as que as pessoas tomam no quotidiano, como a compra de um par de sapatos ou de um carro. As decisões relativas ao modal de energia, por exemplo, podem impactar diretamente de forma significativa no futuro socioeconômico de uma comunidade. Portanto, são decisões que afetam muitas pessoas e o meio ambiente como um todo.

Mas graças à evolução e ao instinto de defesa que desenvolvemos ao longo do processo de evolução enquanto espécie, não sentimos a mesma preocupação quando decidimos para terceiros. Quando decidimos para nós mesmos, os sentidos e os efeitos decorrentes dos sentimentos de emoção e todos os demais processos cerebrais, entre eles o sistema automático derivado dos núcleos do cérebro, são ativados de forma muito mais intensa comparativamente com quando uma decisão é tomada, envolvendo terceiros ou envolvendo-nos de forma mais relativa e menos direta. 

Há, contudo, um fator preocupante relativo ao viés existente na capacidade de os agentes econômicos serem racionais, mesmo envolvendo terceiros no processo. Como relatado anteriormente, tal fato deriva do processo de evolução humana, pois o cérebro humano evoluiu vagarosamente nos últimos anos enquanto a cultura moderna muda a cada instante. Portanto, seria impossível para o cérebro acompanhar o volume e o formato das decisões atuais. Afinal, este órgão ainda é produzido para responder a questões da antiguidade na “savana africana”. Desta forma, decisões como as relativas a problemas como “inundar ou não uma área de 3.000 metros”; “investir bilhões em qual modal de energia”; “quais as políticas sociais que melhor se enquadram para o consumo e para a produção de energia”; entre outras questões, resultam em decisões que parecem ser particularmente mais complexas. Entretanto, o cérebro resolve essas questões de forma tão eficiente quanto na hora de escolher um par de tênis.

Portanto, problemas relativos à tomada de decisão existem e são complexos. Tendo isso como pano de fundo e o problema da conservação do meio ambiente, deve-se tentar entender o processo e depois, com o suporte das técnicas neuroeconômicas, procurar entender o próprio mercado das energias renováveis brasileiro, tendo em vista a obtenção de resultados que resultem em danos relativamente mais baixos para o ambiente, a economia e para a sociedade de uma forma geral.